Autores e referência: Camran R. Nezhat, Tomiko T. Oskotsky, Joshua F. Robinson, Susan J. Fisher, entre outros.
Ano: 2025
DOI: 10.1038/s44294-024-00052-w
Título do artigo:
Real world perspectives on endometriosis disease phenotyping through surgery, omics, health data, and artificial intelligence
Tema clínico principal: Fenotipagem de endometriose com enfoque multidisciplinar, incluindo cirurgia, dados ômicos, inteligência artificial e integração clínica.
Comentado por: Dra. Graciela Morgado
CRM/SP 122.379 | RQE 540631 | RQE 540632
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1. Resumo Científico Objetivo
O artigo apresenta perspectivas contemporâneas e multidisciplinares sobre a fenotipagem da endometriose, abordando aspectos cirúrgicos, moleculares e computacionais. Propõe a integração de dados clínicos, histológicos e ômicos com tecnologias como a IA para aprimorar diagnóstico, tratamento e estratificação da doença.
2. Fisiopatologia Detalhada
A endometriose é uma doença sistêmica, estrogênio-dependente, com forte componente inflamatório e fibrogênico. Lesões ectópicas desencadeiam angiogênese, inflamação, fibrose e disfunção orgânica. Há participação de mutações somáticas, disseminação retrógrada, fatores genéticos, imunológicos e ambientais.”Este estudo escancara um dos maiores gargalos da ginecologia moderna: o atraso diagnóstico da endometriose. Pacientes passam anos com dor e sintomas debilitantes antes de receberem o nome para sua condição. Precisamos de maior conscientização, educação médica e protocolos que encurtem essa jornada.

3. Mecanismos Moleculares Envolvidos
As lesões compartilham mutações somáticas com o endométrio eutópico. Dados de transcriptoma e proteoma revelam perfis celulares específicos conforme o tipo de lesão (endometriose superficial, endometriose profunda e endometrioma), com vias envolvidas em inflamação, fibrose, receptores hormonais e remodelamento de matriz extracelular.


4. Análise Comentário Clínico da Dra. Graciela
Este artigo é um divisor de águas na abordagem da endometriose. A proposta de uma fenotipagem integrativa com base em dados clínicos reais, dados ômicos e IA pode revolucionar não só o diagnóstico precoce como também personalizar o tratamento conforme o subtipo de lesão, localização e resposta tecidual.
5. Reflexão para o leitor
Quais barreiras ainda enfrentamos na sua prática para adotar uma abordagem personalizada e integrada na endometriose? Você já pensou em como dados histológicos e moleculares podem guiar sua conduta terapêutica?
6. Aplicações Práticas
- Integração de IA na identificação de lesões via imagem
- Uso de perfis moleculares para direcionar terapias hormonais
- Classificação cirúrgica detalhada para guiar prognóstico e reintervenções
- Reconhecimento da heterogeneidade das lesões para entender falhas terapêuticas
7. Referência Completa
Nezhat CR, Oskotsky TT, Robinson JF, et al. Real world perspectives on endometriosis disease phenotyping through surgery, omics, health data, and artificial intelligence. npj Women’s Health. 2025;3:8. DOI: 10.1038/s44294-024-00052-w
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